Depois de passar por uma coleta, ouvir que será necessário colher uma nova amostra pode gerar frustração. Entretanto, existem situações em que prosseguir com a análise de determinado material pode comprometer a confiabilidade do resultado. Nesses casos, solicitar uma nova coleta pode ser uma medida necessária para preservar a qualidade da análise.
Uma das situações possíveis é a hemólise, que ocorre quando as hemácias se rompem e liberam seus componentes na amostra. Dependendo da intensidade e do exame solicitado, isso pode interferir em determinadas análises. Outros problemas incluem volume inadequado, formação de coágulos em amostras que deveriam permanecer anticoaguladas e condições inadequadas de conservação ou transporte.
A identificação correta da amostra também é fundamental. O laboratório precisa garantir que o material analisado corresponda ao paciente correto e que as condições necessárias para determinado exame tenham sido atendidas. Quando critérios essenciais não podem ser assegurados, utilizar a amostra pode representar um risco para a confiabilidade do resultado.
Por isso, uma amostra rejeitada não significa necessariamente que o laboratório simplesmente "perdeu" o material. Existem critérios técnicos estabelecidos para preservar a qualidade das análises e a segurança do paciente. Em determinadas situações, repetir a coleta é justamente o que permite entregar um resultado mais confiável.