Ao receber um resultado laboratorial, é comum procurar imediatamente os valores de referência para descobrir se determinado número está "normal" ou "alterado". Apesar de parecer uma comparação simples, esses intervalos são estabelecidos a partir de critérios técnicos e estatísticos e precisam ser interpretados considerando as características do paciente e do próprio exame.
Os intervalos de referência são geralmente definidos com base em dados obtidos de uma população selecionada segundo critérios específicos. Além disso, características como idade e sexo podem influenciar determinados parâmetros. Por isso, é possível encontrar referências diferentes para crianças, adultos, idosos, homens e mulheres, dependendo da análise realizada.
O método utilizado pelo laboratório também pode fazer diferença. Equipamentos, reagentes e metodologias podem variar, resultando em intervalos de referência específicos para determinados testes. É por esse motivo que comparar diretamente resultados realizados em laboratórios diferentes, sem considerar os respectivos métodos e referências, pode levar a interpretações equivocadas.
Outro ponto importante é que estar fora do intervalo de referência não significa, automaticamente, ter uma doença. Da mesma forma, estar dentro dele não garante, isoladamente, a ausência de alterações de saúde. O resultado deve ser analisado em conjunto com sintomas, histórico clínico, outros exames e avaliação profissional.